Formações rochosas no Parque Nacional do Catimbau (PE)

Foto: Dalvacir Gomes Pereira Leite, CC BY-SA 4.0

Sobre

Permatinga

Permatinga é um projeto de apoio digital à transformação social e ambiental na Caatinga, que une ancestralidade e tecnologia para trazer informação de forma acessível e prática para quem quer cultivar de um jeito sustentável, saudável e lucrativo.

Como fazemos

Saber de quem sempre viveu aqui, com método e dados.

Unimos o conhecimento ancestral às técnicas modernas de permacultura e agricultura sintrópica para compartilhar um conhecimento que transforma e gera renda à altura de qualquer empreendimento do mundo. Queremos quebrar o mito da subsistência: quando a vegetação nativa é mantida e manejada, o solo segura água, os polinizadores voltam e o carbono fica na terra. Com regeneração, todos saem ganhando e chegamos à abundância.

  • Saber ancestral

    Povos e sertanejos convivem com a Caatinga há séculos. Sabem quais plantas alimentam o gado na seca, quando podar, onde a água fica. Esse conhecimento é a base.

  • Manejo atual

    Permacultura e agricultura sintrópica organizam esse saber em consórcios, podas e sucessão de espécies. Esses métodos já são praticados por agricultores no semiárido e na Caatinga.

  • Tecnologia a serviço

    Bancos de dados, mapas e ferramentas gratuitas e abertas para achar a espécie certa para o seu terreno, sem precisar ser especialista.

  • Menos insumos externos

    A fertilidade vem do próprio sistema: da poda, da cobertura do solo e das plantas adubadoras. Menos coisa comprada, menos custo todo ano.

  • Sem agrotóxicos

    Diversidade de espécies e solo vivo trazem de volta o equilíbrio entre pragas e quem as controla. Nada de veneno na terra, na água ou na comida.

  • Com sabor e saúde

    Comida limpa, colhida no seu tempo, para a família e para quem compra. Um produto que se diferencia no mercado.

  • Em sintonia com a natureza

    O sistema imita a própria Caatinga: espécies que se ajudam, cada uma no seu estágio, e uma área que melhora a cada ano em vez de se gastar.

Bode entre cercas de mandacaru, no sertão verde

Foto: Thyciano Almeida, CC BY-SA 4.0

Depois da chuva, a Caatinga volta verde. O sistema certo faz esse verde durar.

A conta

Sustentável também é lucrativo.

Um sistema que imita a mata paga em três tempos: um pouco agora, mais adiante e bem mais depois. É isso que dá segurança financeira à família, sem depender de uma safra só.

  1. Curto prazo

    Pioneiras

    Primeiros meses até ~2 anos

    Culturas de ciclo curto e plantas de crescimento rápido, como feijão-de-corda, abóbora e guandu, cobrem o solo e rendem colheita enquanto o resto do sistema se firma. É o dinheiro que sustenta a família no começo.

  2. Médio prazo

    Secundárias

    ~2 a 10 anos

    Frutíferas, forrageiras e o mel das abelhas nativas entram em produção. A renda deixa de depender de uma única safra e se espalha pelo ano, inclusive quando a chuva falha.

  3. Longo prazo

    Clímax

    10 anos em diante

    Madeira, lenha manejada e um solo vivo, que guarda água e carbono. A terra passa a valer mais do que quando começou, e é uma herança que segue produzindo.

Monocultivo ou sistema diversificado?

Comparação entre monocultivo e sistema diversificado, por tema
TemaMonocultivoSistema diversificado
RendaUm produto, uma época. Se o preço cai, tudo cai junto.Vários produtos em épocas diferentes. Um preço ruim pesa menos.
SecaSolo exposto e uma planta só: uma estiagem longa pode levar a safra inteira.Solo coberto, sombra e espécies adaptadas: alguma coisa sempre segura a produção.
CustosAdubo, defensivo e água comprados todo ano.A própria mata adubada pela poda, pela cobertura e pelos bichos faz parte do trabalho.
TerraPerde matéria orgânica a cada ciclo e vai ficando mais cara de manter.Ganha solo e água a cada ano. O patrimônio cresce em vez de se gastar.

Os números de renda variam com a região, o tamanho da área e o mercado. Por isso reunimos as referências que usamos na página de fontes.