Pé de milho novo em terra vermelha, com uma árvore da caatinga ao fundo

Produzindo

Planejando

Um bom desenho começa pequeno, perto da água e do que a família já sabe fazer. Aqui estão as decisões que vêm antes da primeira cova.

Planejamento de área

Comece pelo tamanho que dá para cuidar.

Planejar é pensar no que se tem antes de pensar no que se quer: gente, água, solo, plantas, bichos e mercado.

  • Quem vai trabalhar?

    Quantas pessoas da família podem cuidar da área, e quantos dias por semana.

  • Que água existe?

    Para a casa, os animais, o viveiro de mudas e a aguação de salvação na seca.

  • Como está o solo?

    Pasto pisoteado, com pouca árvore, ou capoeira, com chão coberto de folhas?

  • Que plantas já estão lá?

    O que fica com um papel útil e o que sai.

  • Quais animais a família cria?

    Eles pedem forragem na área, e cerca para as plantas jovens.

  • Para onde vai a produção?

    O que fica para a casa e o que vai para a venda, e onde.

Pasto e capoeira pedem começos diferentes

Numa área de pasto, o solo está pisoteado e há mais capim que árvore. Numa capoeira, o chão está coberto de folhas e há muitas espécies e bichos nativos. Na capoeira, o trabalho é escolher o que fica; no pasto, é construir cobertura.

Em terra fraca, a dica de Götsch é juntar os recursos em linhas ou ilhas: roçar o capim de uma faixa larga e amontoar tudo numa linha de cerca de 1 metro, e plantar ali, no meio da cobertura. O capim que rebrota nas entrelinhas vira o adubo da próxima roçada.

Água para o começo

Não é preciso ter um grande reservatório para fazer agrofloresta. Mas um pouco de água guardada faz diferença: para o viveiro de mudas, feito na seca para as mudas estarem prontas com as primeiras chuvas, e para a aguação de salvação nos dias de sol forte logo depois do plantio. Uma semana antes de levar a muda para o campo, diminua a água e deixe-a mais ao sol: ela vai mais forte.

Nelson Araújo lembra que espécies como o e o guardam água no solo, e que, para a agricultura, a água no solo vale tanto quanto a de um espelho d'água, ou mais.

Prefira frutas nativas ou adaptadas ao clima. Uma planta que precisa de muita água, como o coqueiro para vender água de coco, sai cara no semiárido.

Plantio de mudas e estacas em linhas na implantação de uma agrofloresta
Mudas e estacas plantadas em linhas, com a cobertura ao lado, na implantação de uma agrofloresta. Foto: john Hidalgo magalha…, CC BY-SA 3.0

Comece pequeno

Escolha uma faixa ou ilha pequena, perto de casa e da água, que a família consiga visitar toda semana. É melhor uma área pequena bem cuidada do que uma grande abandonada.

Fontes: Centro Sabiá (2010); Rebello (2018); CEPEAS (2023)

Orientação do plantio

Linhas no sentido norte-sul, quebra-vento atravessado.

Com as linhas de norte a sul, o sol passa por cima delas ao longo do dia e a sombra de cada linha anda, em vez de ficar parada sobre a vizinha.

NSLOmanhãtardequebra-ventovento

Götsch indica, de preferência, linhas no sentido norte-sul, sempre olhando o relevo e as plantas que gostam do sol da manhã ou do sol da tarde. A Embrapa chega à mesma conclusão para quebra-ventos: no sentido leste-oeste, a área perto da linha pode passar longos períodos na sombra.

O quebra-vento é a exceção: ele fica atravessado, de frente para o vento que mais sopra. Antes de decidir, observe o vento na área por um tempo; uma biruta, um pano preso num mastro, ajuda. A faixa ocupada por ele não deve passar de uns 5% da área que protege.

Cuide das bordas

Uma mata ou fileira de árvores grandes ao lado do plantio faz sombra fora de hora e segura o crescimento. A faixa afetada é mais ou menos o comprimento da árvore deitada. A saída é podar a borda e trazer o material para cobrir o seu campo. Perder o sol da manhã prejudica mais que perder o da tarde.

Agrofloresta em linhas, com árvores, bananeiras e mamoeiros e o solo coberto, em Alto Paraíso de Goiás (GO)
Linhas de árvores e bananeiras com a entrelinha coberta: cada andar recebe a sua parte do sol. Foto: DiegoMoreiraProf, CC BY-SA 4.0

Marque o norte e o vento

Marque o norte na área com uma bússola ou o celular e anote de que lado vem o vento no tempo seco. Esses dois riscos no chão já desenham as linhas e o quebra-vento.

Fontes: Rebello (2018); Embrapa (1990)

Curva de nível ou morro abaixo

No plano, manda o sol. Na ladeira, manda a água.

Em terreno plano, siga o norte-sul. Em terreno inclinado, a prioridade é não deixar a chuva levar a terra.

O sertão já tinha a regra: “Não plante em serra acima nem faça roçado em ladeira muito em pé; deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza.” Linha plantada morro abaixo, com o chão descoberto, vira canal para a enxurrada.

Quando o terreno tem declive, o trabalho de manejo também segue o nível: Götsch deposita os troncos das podas atravessados na ladeira, em curva de nível, para frear a água e ajudar a chuva a entrar no solo. O mesmo vale para as leiras de galhos e capim roçado.

  • Terreno plano ou quase plano: linhas norte-sul, solo sempre coberto.
  • Ladeira suave: linhas, troncos e cobertura em curva de nível; o sentido norte-sul vem em segundo lugar.
  • Ladeira muito em pé: deixe a mata protegendo a terra.
Vista aérea de linhas de árvores plantadas em curva de nível, na Austrália
Linhas de árvores seguindo a curva de nível do terreno: cada uma segura a água e a terra que descem. Foto: Pixture2016, CC BY-SA 4.0

Veja por onde a água corre

Depois de uma chuva forte, ande pela área e veja por onde a água correu. É ali que entram primeiro os troncos e a cobertura atravessados na ladeira.

Fontes: Preceitos atribuídos ao Padre Cícero; Rebello (2018)

Planejar com a sucessão

Escolher o que plantar é escolher o caminho.

Das plantas que abrem o terreno às que você quer colher por muitos anos: no começo, tudo vai para a terra junto, cada uma no seu tempo e na sua altura.

A agricultura comum planeja em duas medidas: comprimento e largura. A sintrópica planeja em quatro: comprimento, largura, altura (o andar de cada planta, ou estrato) e tempo. Por isso dá para plantar junto e bem perto: as de ciclo curto colhem e saem, as árvores de vida curta abrem caminho para as de vida longa.

A sintrópica é uma agricultura de processos: em vez de depender de insumos trazidos de fora, ela junta os cultivos aos processos da natureza, como a sucessão, que conduzem a mais diversidade, mais relações entre os seres vivos, mais complexidade e mais fartura.

Mesmo em terra degradada, o caminho é chegar às boas condições pelos processos, e não pelos insumos: pouco adubo e plantas que ajudam no começo.

No semiárido, no primeiro ano, milho, feijão, macaxeira, fava e gergelim entram no espaçamento de costume. As nativas, as adubadeiras e as frutíferas entram no espaçamento de cada uma. Do segundo ano em diante, as plantas maiores pedem que as lavouras de sol mudem de lugar ou que se pode para abrir luz.

O que você quer produzir define o desenho. No Permatinga, chamamos de carro-chefe a produção principal de cada momento do sistema: a lavoura do começo, a fruta dos anos seguintes, a madeira ou o mel lá na frente.

Ernst Götsch

“A proposta determina o design.”

Princípio de Ernst Götsch, em Rebello (2018)

Foto: Ilonagotsch, CC BY-SA 4.0

Escolha o carro-chefe

Escolha um ou dois carros-chefes que você quer colher. Depois procure no catálogo as espécies que crescem antes deles e junto com eles.

Fontes: Rebello (2018); Steenbock (2023); Andrade e Pasini (2014); Centro Sabiá (2010)

Placenta, secundárias e clímax

Todas nascem juntas, cada uma no seu ritmo.

Numa clareira, o solo guarda sementes de todas as fases. Elas crescem ao mesmo tempo, em velocidades diferentes, e cada fase cria as condições para a seguinte.

  1. Pioneiras e placenta

    Crescem rápido e vivem pouco. Protegem o chão e as mudas, como uma placenta, e preparam a terra para quem vem depois.

    Na Caatinga: , , ,

  2. Secundárias

    Crescem à sombra das pioneiras e ocupam o lugar delas. Muitas frutíferas e forrageiras estão aqui.

    Na Caatinga: , , ,

  3. Clímax

    Crescem devagar, vivem muito e chegam quando o solo já está rico. Madeira de lei, sombra longa, abrigo.

    Na Caatinga: ,

Exemplos segundo o estágio de cada espécie no catálogo de plantas, que você pode filtrar por estágio.

A poda é o que faz a fila andar. Quando se poda uma pioneira, entra luz, ela rebrota, o material cortado aduba quem está em volta e a secundária que vem embaixo dá um salto. Um dia a secundária ultrapassa a pioneira, e a pioneira, que cumpriu o seu papel, sai. Se não houver ninguém para ocupar o lugar, a pioneira fica até envelhecer e o sistema para.

A cada renovação a vida melhora: as folhas ficam mais macias e mais ricas em nitrogênio, e o solo, mais fértil.

Plante junto uma de crescimento rápido

Para cada espécie que você quer colher, plante junto uma que cresça mais rápido e ocupe o mesmo andar antes dela. Quando a de crescimento lento chegar, a rápida sai.

Fontes: Cooperafloresta (Projeto Agroflorestar); Rebello (2018)

Estratos

Cada planta no seu andar.

Uma floresta no auge cobre mais que o próprio chão: somando a sombra de cada andar, chega a uns 210%. É assim que ela aproveita toda a luz.

Quanto do seu andar cada estrato deve sombrear

  • Emergente15 a 25%

    Acima de todas, como o coqueiro na praia.

  • Alto30 a 40%

    No semiárido, o cajueiro.

  • Médio50 a 60%

    Frutas que gostam de alguma sombra por cima.

  • Baixo80 a 90%

    Plantas de sub-bosque, como o abacaxi.

  • Rasteiro10 a 20%

    Rente ao chão, mais a regeneração nova.

O andar de uma planta não depende da altura que ela alcança, e sim da floresta de onde ela veio. A aceroleira passa pouco dos 3 metros, mas na sua mata de origem fica quase no topo: é do andar alto. O abacaxi, plantado sozinho ao sol, parece de andar alto, mas na natureza vive à sombra das árvores, no andar baixo, e lá cresce maior e mais verde.

No semiárido, as árvores que perdem as folhas na seca entram na conta: sem folhas, dão pouca sombra justo na época crítica, o que estimula a floração de quem está embaixo. O cajueiro fica quase pelado e pode ser plantado mais junto, mas sem passar dos 30 a 40% de sombra do seu andar.

Os números não são regra fixa: um andar pode ter mais sombra quando falta outro. O que mais importa é que as copas estejam sempre jovens, renovadas pela poda.

Procure o que falta acima e abaixo

Para cada carro-chefe, pergunte quem fica acima dele e quem fica abaixo. Se a resposta for “ninguém”, falta um andar.

Fontes: Rebello (2018); Cooperafloresta (Projeto Agroflorestar)

Da acumulação à abundância

Toda área está em algum ponto do caminho.

Götsch descreve três grandes sistemas na sucessão. Seja qual for o ponto de partida, o objetivo é levar a área à abundância.

  1. 1

    Colonização

    Onde a vida recomeça do zero: rocha, voçoroca, barranco de estrada. Chegam primeiro fungos, liquens e musgos.

  2. 2

    Acumulação

    A terra cansada pelo fogo e pelo uso. As plantas têm folhas duras e quase não dão fruto, mas vão juntando matéria orgânica e preparando o solo.

    Espécies “corajosas”, que fazem a ponte: , , ,

  3. 3

    Abundância

    Solo fértil e equilibrado, que produz sem adubo de fora e dá comida farta para bichos grandes, nós incluídos. É para onde todo o manejo caminha.

Começando em terra de acumulação, dá para plantar as frutas que se quer, cada uma no seu andar, com uma ajuda de partida: adubo orgânico, pó de rocha. A diferença para a agricultura comum é que, aqui, essa ajuda diminui a cada ano, à medida que o sistema se aproxima da abundância.

Segundo Rebello, os solos da Caatinga costumam ser bem mais férteis que os do Cerrado. O que falta, muitas vezes, é a cobertura e a matéria orgânica que guardam a água.

Dois cuidados

  • Não dê passo para trás. Não plante uma espécie de acumulação onde a terra já sustenta plantas mais exigentes.
  • Tire o que ficou para trás. Ervas de uma fase anterior que aparecem no meio de plantas mais avançadas saem com raiz, na capina seletiva.

Veja onde está a sua área

Volte às plantas que nascem sozinhas na sua área (veja Observar antes de mexer) e decida se ela está mais perto da acumulação ou da abundância.

Fontes: Rebello (2018); Centro Sabiá (2010)

Carros-chefes

Escolha onde quer chegar, e a fila se organiza.

Carro-chefe é a produção principal de cada momento do sistema. Escolhidos os carros-chefes, a sucessão é conduzida para chegar até eles, e para colher em cada etapa do caminho.

  1. Pioneiras e placenta

    Primeiros meses até ~2 anos

    Feijão-de-corda, abóbora, guandu: comida e renda enquanto o resto se firma.

  2. Secundárias

    ~2 a 10 anos

    Frutas, forragem e o mel das abelhas nativas.

  3. Clímax

    10 anos em diante

    Madeira, lenha manejada e um solo que vale mais do que no começo.

Nem sempre o objetivo é chegar ao clímax. Às vezes o carro-chefe segura o sistema num estágio: se a produção principal é o , uma pioneira, o manejo mantém a área nessa fase.

E quando a floresta se forma, as lavouras de sol voltam com a poda: abre-se uma clareira onde falta um andar ou onde se quer uma nova fruta, e ali se planta de novo milho, feijão e hortaliças, agora num solo de floresta, sem adubo de fora.

Com o tempo aparecem dilemas bons: duas espécies do mesmo andar, uma que já deu muitas safras e outra que só agora começa, disputando o mesmo lugar. Escolher qual fica é parte do manejo, e quem escolhe é o carro-chefe que você definiu.

Escreva seus carros-chefes

Escreva um carro-chefe para cada estágio: o que você quer colher no primeiro ano, daqui a cinco anos e daqui a quinze. Essa lista é o rascunho do seu desenho.

Fontes: Rebello (2018); Cooperafloresta (Projeto Agroflorestar)

Consórcios e exemplos

Plantas que trabalham juntas, cada uma no seu andar.

Um consórcio junta espécies que crescem em alturas e tempos diferentes. Quando uma safra acaba, já chega outra: não falta comida para a família nem para os animais, e sempre há algo para vender.

Roçado agroflorestal do Sertão

Montado com as espécies que a cartilha do Centro Sabiá indica para o semiárido.

Lavoura do primeiro ano
Adubo e forragem
Frutas
Nativas: lenha, remédio, abelhas

Umbuzeiro no centro, no Cariri paraibano

Sistema de dona Nazaré Alves e da associação CARIMBU: o umbuzeiro é a árvore principal, com plantio em curva de nível para recuperar o solo. Do umbu saem umbuzada, licor, geleia, suco e fruta.

Árvore principal
Outras árvores
Lavouras
batata
Chás, remédios e forragem
hortelãmastruzerva-sal

Uma regra para a entrelinha: o capim de cobertura deve ser de um andar diferente do das árvores da linha. Para frutas de andar médio, um capim baixo, de touceira; um capim alto brigaria com elas pela luz e invadiria a linha a cada roçada.

Cada planta do catálogo tem uma aba Relacionamentos com as espécies que se ajudam: servidoras, polinizadoras e as que dividem o consórcio.

Monte um consórcio

Monte um consórcio com uma planta de cada papel: uma lavoura que você já planta, uma adubadeira, uma fruta e uma nativa. Quatro espécies bem cuidadas já são um sistema.

Fontes: Centro Sabiá (2010); Silva et al. (2020); Rebello (2018)

Um arranjo para começar

A matriz fotossintética em linhas.

Na aula de Nelson Araújo, a matriz fotossintética vai para o chão em linhas: fibrosas e suculentas, como sisal, babosa e piteira, a cada 1 m, com estacas e sementes entre elas, uma linha de palma forrageira ao lado e uma leira de galhos cobrindo o solo. Os galhos da leira vêm do raleamento da capoeira que já ocupava a terra degradada antes de o arranjo ser implantado.

Fibrosas e suculentas com estacas, sementes e leiras de galhos
012345678910 m12345678910NorteSulGirar 90°NLSO

Legenda

Toque numa espécie para ver só ela.

  • Ficha

Arranjo da aula de Nelson Araújo: Agricultura sintrópica na Caatinga (abre em nova aba). Veja também a página do arranjo e os outros arranjos.

Essa matriz serve para dar comida aos animais, como forragem, e é também a base para plantar tudo o que vem depois: ela melhora o solo e protege as sementes e as mudas, com sombra, segurando a erosão da água e deixando a chuva entrar na terra. Segundo Nelson Araújo, cada planta do consórcio faz uma parte: a capta a água do sereno, que nunca falta na Caatinga, o infiltra a água no solo e a guarda a água no sistema. Assim o sistema fica pronto para a sucessão de qualquer outra árvore ou para o plantio de grãos, e a terra melhora a cada poda e manejo.

São espécies muito acessíveis, fáceis de encontrar na Caatinga, o que deixa a implantação de baixíssimo custo. No caso dele, a terra era inclinada, então o plantio foi feito em curva de nível.

Fontes: CEPEAS (2023)

Planejamento financeiro

A conta fecha quando o sistema produz o que a família compra.

Uma agrofloresta paga em três tempos: lavoura agora, frutas e forragem em poucos anos, madeira e terra mais rica depois. O planejamento é fazer cada tempo cobrir as despesas do seguinte.

Gastos de uma agrofloresta e como o próprio sistema diminui cada um
GastoComo o sistema diminui
Mudas e sementesGuardar a própria semente e fazer o viveiro na seca, para plantar com as primeiras chuvas.
Ração para os animaisPlantar forragem na área: guandu, palma, sorgo, gliricídia, leucena. Para as galinhas, milho, sorgo, girassol e guandu.
Adubo e corretivosQuando a terra está muito fraca, um adubo de partida ajuda. Com poda e cobertura, essa ajuda diminui a cada ano.
ÁguaSolo coberto e quebra-vento diminuem a aguação. Escolher espécies que aguentam a seca.
CercaProteger as plantas jovens dos rebanhos até ficarem fortes: é o que garante que o resto do investimento vingue.
TrabalhoComeçar pequeno, do tamanho que a família consegue manejar: o sucesso está mais no manejo que no plantio.

Vender melhor

Vender direto, em feiras da cidade e feiras agroecológicas, dá mais lucro do que entregar a produção ao atravessador, e aproxima quem planta de quem come.

Compras públicas

Desde 2026

Pelo menos 45% do dinheiro da merenda escolar (PNAE) tem de comprar alimentos direto da agricultura familiar. Procure a associação, o sindicato ou a assistência técnica do seu município para entrar nas chamadas públicas.

Os números de renda mudam com a região, o tamanho da área e o mercado. Veja como a renda se espalha no tempo em A conta.

Faça a lista do que se compra

Liste o que a família compra hoje (ração, adubo, comida) e marque o que a área pode produzir já no primeiro ano. Cada item marcado é dinheiro que fica em casa.

Fontes: Centro Sabiá (2010); Rebello (2018); Lei nº 15.226/2025